Zimbabwe. Uma selvagem explosão de vida e de sensações Travel&Safaris 10/05/12, 19:23Rios naturalmente traçados para a prática de canoagem, vertiginosos rápidos para os radicais do rafting e lagos que são verdadeiros espelhos de água rodeados de intensa vida selvagem para tranquilos passeios em canoa. Parques Naturais por onde se passeiam elefantes, hipopótamos, búfalos, leões, rinocerontes brancos, crocodilos, zebras, girafas, gnus... também verdadeiros paraísos ornitólogos. É o Zimbabwe no seu esplendor selvagem, de tradições seculares alicerçadas nessa vivência directa entre o Homem e a Natureza e que em mais nenhum lugar, como em África, é tão marcante. E se não bastasse, ainda tem essa verdadeira dádiva do Criador e da Mãe Natureza ao Homem que são as Victória Falls, honrosamente e merecidamente inscritas desde 1989 como Património da Humanidade pela UNESCO. Se há países em que falar deles é um exercício de dificuldade elevada, em que tentar encontrar o adjectivo mais definidor se transforma numa luta mental titânica e num calcorrear de várias enciclopédias ou dicionários à procura de uma simples palavra identificadora, em que tentar transpor para uma folha de papel em branco todos os encantos oferecidos é um risco de ver uma crónica ou reportagem transformar-se num livro com várias centenas de páginas, esse país chama-se Zimbabwe. Mas mesmo num país com as características do Zimbabwe, de uma grande variedade de paisagens, ora simples, ora complexa, em que se torna difícil eleger este ou aquele lugar como o mais belo ou como de obrigatória visita, há sempre este ou aquele que se destaca, por vezes por um simples pormenor, acabando por simplificar na hora da decisão do rumo a tomar, nem que seja por fazerem parte da lista da UNESCO de Património Mundial ou de Património Natural da Humanidade. E são estas as razões que também nos levam a passear pelas linhas que se seguem por alguns desses lugares inscritos pela UNESCO, começando por Mana Pools National Park, sinónimo de profusão de vida animal no seu estado mais selvagem, Mana que significa "quatro" na língua Shona, devido aos seus quatro enormes lagos criados pelo rio Zambeze, lar de hipopótamos, crocodilos, gigantescos búfalos negros, grandes manadas de elefantes e de mais de 380 espécies de aves. Um parque que se estende por 2 000 km2 ao longo do Zambeze, aqui envolto numa paisagem luxuriante e densa, que inclui ilhas e bancos de areia emoldurados por densas florestas de baobás escondendo belos terraços fluviais, lugares de eleição para a observação da intensa vida animal que ali encontra a sua fonte de vida, a água, enquanto o interior dessas florestas leões, chitas e leopardos esgueiram-se entre filtros de luz solar que passam entre os seus troncos, criando verdadeiras imagens de pura magia. Mais a leste, é a grande cordilheira que se mostra em todo o seu esplendor, uma das quatro maiores divisões fisiográficas do continente africano, uma cordilheira que inclui a Serra Nyanga a norte, a Serra Bvumba no centro e a Montanha Chimanimani a sul, perfeitas para caminhadas, e onde se encontra o Parque Nacional Chimanimani, no planalto oriental. Um parque que percorre mais de 300 quilómetros, de norte a sul, formando uma fronteira natural com o vizinho Moçambique, uma das regiões do Zimbabwe mais procuradas para a realização de safaris onde se perfilam centenas de pequenos e grandes rios, cascatas e piscinas que atraem turistas após um dia intenso a sentir África. E é aqui, no meio desta cordilheira, baptizada de Eastern Highlands, que encontramos o Jardim Botânico Bvumba, coberto de árvores e arbustos recolhidos em todo o mundo, a apenas uma curta distância da movimentada cidade de Mutare, das Cataratas Bridal de Chimanimani, das fontes termais do Rio Save Valley, de um deserto onde não falta um oásis, da Birchenough Bridge, uma ponte de aço suspensa a 300 m... E tudo entre paisagens de tirar o fôlego a qualquer turista e mostras vivas das culturas Shona e Ndebeli. Mas esta também é a terra do Nyanga Parque Nacional e das quedas de água de Mutarazi, as segundas mais altas de África, uma sucessão de rápidos localizados num exuberante planalto onde duas formações de granito oferecem um espectáculo natural e imponente sobre o Honde Vale e sobre os sprays de água lançados desse turbilhão de força da natureza em estado liquido, levando vida à floresta que as cerca, enquanto mais a sul, é o Gonarezhou National Park, com mais de 5 000 km2, que se destaca. O Gonarezhou, que significa "lugar de muitos elefantes" na língua Shona, que oferece um dos mais cénicos parques naturais de África, pleno de paisagens marcadas pela robustez e por uma certa e estranha beleza, a que não são alheios os seus três grandes rios, o Save, Runde e Mwenezi, cortando o parque em muitos pequenos parques formados por piscinas naturais, autênticos oásis de milhares de aves, peixes e todos aqueles que fazem de África um continente único e apaixonante. Mas este é igualmente o Zimbabwe das misteriosas, um extenso sistema de grutas e cavernas, do Great Dyke, um conjunto vasto de jazidas de ouro, prata, cromo, platina, níquel e amianto, do Lago Mutirikwe, lar de mais de 25 espécies de animais, incluindo búfalos, zebras, hipopótamos, girafas, javalis, avestruzes e muitas espécies de antílopes, que também tem uma grande população reprodutora de rinoceronte branco e alguns dos maiores lagartos do mundo, chegando a atingir 3 metros de comprimento. Um lago cuja paisagem é dominada por montanhas de granito, pinturas rupestres Bushman representando cenas de caça, um parque que devido à falta de predadores permite safaris a pé ou a cavalo, numa atmosfera de verdadeira tranquilidade. Mas são sem dúvida as Victória Falls, uma das "7 Maravilhas Naturais" do mundo que reinam quando se fala em Zimbabwe, um lugar de verdadeiro sonho descoberto por David Livingstone, em 1860, o homem que espalhou através de palavras cheias de paixão e entusiasmo a sua maior descoberta, tornando as Victoria Falls, ainda hoje, um dos destinos turísticos mais desejados não só por aventureiros e amantes da Natureza, mas também um dos destinos mais populares para luas-de-mel, viagens em família ou de grupos de amigos. Uma verdadeira obra-prima da Mãe-Natureza lançando colunas de spray de água que podem ser sentidas a quilómetros de distância quando da sua boca, com cerca de dois quilómetros, são descarregados mais de 546 milhões de metros cúbicos de água por minuto numa queda com mais de 100 metros de altura, oferecendo condições para as mais diversas e fantásticas actividades, mais ou menos radicais, como rafting, bungee jumping, saltos de pára-quedas, canoagem, jet-boat, rapel, passeios de barco, a cavalo, de elefante ou de caiaque. Um mítico lugar que protege vários parques naturais, o Zimbawe National Park, lar de uma rica vegetação, de elefantes, búfalos, girafas, zebras e antílopes, assim como muitos crocodilos e hipopótamos que vivem nas áreas a montante do rio Zambeze, o Zambezi National Park, caracterizado por uma floresta tropical florescente com palmeiras, cipós e imponentes árvores. E será aqui, por certo, que os corações de todos os visitantes reclamarão por um regresso a este fantástico país de África que dá pelo nome de Zimbabwe. ![]() ![]() ![]() 17/05/13, 16:37 Estugarda, cinco boas razões para conhecerA edição desta semana leva-o até Estugarda e revela "cinco boas razões para conhecer". Este convite passa ainda por Piemonte, num encontro com a família19/04/13, 11:36 França, "por terras de história, natureza e sabores"O convite do Travel & Safaris desta semana está inteiramente centrado, e encantando, por França. As paragens obrigatórias passam por Aube-en-Champagne,12/04/13, 00:30 Toulouse, “cidade onde apetece ficar”O Travel&Safaris desta semana tem como destino principal Toulouse, "cidade onde apetece ficar". Os convites desta edição passam ainda pelo Vinium Restaurant,05/04/13, 00:01 Masai, “os últimos guerreiros nómadas”Esta semana o Travel & Safaris destaca o Masai e "os últimos guerreiros nómadas". 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