Mar, Um potencial à espera de valorização Destaque 29/06/12, 00:42Por Almerinda Romeira O "Hypercluster da Economia do Mar" aponta como objetivo duplicar até 2025 a percentagem do PIB resultante desta economia. Nele são identificados 13 setores de suporte, designados com componentes da economia do mar. Ao mar, Portugal soma uma posição geoestratégica excelente, o que aumenta ainda mais o potencial a explorar. Portugal tem o mar. Conforme dizia ao OJE, em maio de 2010, o entretanto falecido Professor Ernâni Lopes, "o mar, pela dimensão da plataforma portuguesa e pela dimensão, tipologia e qualidade dos recursos de toda a natureza nela contidos (uns já conhecidos e outros que precisam ser rapidamente de o ser na sua plenitude), constitui, de facto, um novo paradigma para o desenvolvimento da economia portuguesa". O mar, acrescentava o economista-pensador, "tem todas as condições para constituir um dos motores da sua dinamização no futuro. E bem necessitados estão o país e a economia portuguesa desses novos recursos e desses novos motores portadores de futuro!". A atual Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Portugal, faixa marítima com 200 milhas de largura, tem uma área de 1 850 000 km2, o equivalente a quase 20 vezes o território "terrestre". O projeto de alargamento da plataforma continental apresentado na ONU, e que deverá ser apreciado lá para 2015-2016, poderá vir a estender a soberania de Portugal sobre o fundo do mar até 350 milhas, ou seja, mais 2 150 000 km2, o que totalizará 4 000 000 km2. Trata-se de um território marítimo equivalente à dimensão da Índia, 40 vezes superior à nossa área terrestre, com todas as riquezas que aí poderão existir, como minérios, algas, estranhas formas de vida e dezenas de outras. Ao mar, Portugal junta o potencial de uma posição geoestratégica excelente, mas, por enquanto, muito mal aproveitada. Com um território assente no triple vértice - Continente e arquipélagos dos Açores e da Madeira -, Portugal está localizado numa das áreas de maior confluência de tráfego marítimo do mundo, que lhe permite controlar as rotas marítimas que ligam o Norte da Europa e o Mediterrâneo com a África e o Médio Oriente. "Há que tomar em linha de conta a privilegiada posição geoestratégica de Portugal, que terá de ser mais bem aproveitada "rasgando" as nossas fronteiras marítimas, à semelhança do que aconteceu com a fronteira terrestre", salientou ao OJE Fernando Ribeiro e Castro, secretário-geral do Fórum Empresarial da Economia do Mar, associação empresarial nascida em fevereiro de 2010, a fim de pôr em prática o previsto no estudo do "Hypercluster da Economia do Mar". O Fórum é constituído por 82 empresas de todos os setores relacionados com o mar, desde armadores, estaleiros, turismo, energia, consultores e financeiros, visando tornar Portugal um importante player na economia do mar a nível global. O estudo, elaborado pelo Professor Ernâni Lopes, na sua empresa SAER - Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco aponta com o objetivo duplicar até 2025 a percentagem do PIB resultante da economia do mar e identifica 13 setores de suporte desta economia. Nesta linha da frente, contam-se os setores de Logística, Portos e Transportes, Navegação de Recreio e Turismo Náutico, Pesca, Aquacultura e Transformação de Pescado, Materiais, Energias e Biotecnologias, assim como os setores de apoio Pensamento Estratégico e Imagem e Cultura Marítimas. No entanto, todos os outros, desde Construção e Reparação Navais, Obras Marítimas, Serviços Marítimos, Ambiente e Conservação, Investigação, Formação são fundamentais para que todo o conjunto consiga o seu valor estratégico pretendido. "O potencial é gigantesco", sublinha Fernando Ribeiro e Castro, chamando, desde logo, a atenção para o "efeito de mola" que poderá vir a ser desencadeado. No global, o estudo propõe cerca de 100 linhas de ação, visando a valorização de tão grande potencial. ![]() ![]() ![]() 23/05/13, 00:15 Liderança só é possível com equipas com talentoA Leadership Business Consulting realizou ontem a 5.ª edição da entrega dos Best Leader Awards. Os21/05/13, 00:30 Segurança alimentar em Portugal ronda os 83%, diz research do BESO défice do setor agrícola em Portugal ronda os 3,8 mil milhões de euros e vai continuar, mas a segurança14/05/13, 00:31 Barómetro ACEGE/OJE/RR/Netsonda: Cortes da despesa pública devem ser acompanhados por redução de impostosA vasta maioria (92,3%) dos executivos da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) concorda com a
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