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Cortes orçamentais na Defesa paralisam indústria nos EUA
Economia
19/07/12, 09:53
OJE/Lusa

A ameaça de cortes automáticos no orçamento do Pentágono para 2013 está a ter um "efeito paralisante" nas indústrias de Defesa e a concretização teria efeitos devastadores, afirmaram ontem no congresso norte-americano os empresários do setor, noticia a AFP.

 
"Se houver cortes automáticos, será um traumatismo grave para a indústria e a América", afirmou o patrão da Lockheed Martin, a maior empresa do setor da Defesa a nível mundial, durante uma audição na comissão de Defesa da Câmara dos Representantes.
 
As reduções orçamentais, acrescentou, "prejudicariam a base industrial e a segurança nacional de maneira importante e irreparável".
 
Se não houver acordo orçamental entre republicanos e democratas, uma lei prevê a realização de cortes automáticos, a partir de 2 de janeiro de 2013, de um bilião [milhão de milhões] de dólares (814 mil milhões de euros) em dez anos, metade dos quais no orçamento do Pentágono e apesar de este estar incluído nas poupanças de 487 mil milhões de dólares já definidas para o período.
 
Esta perspetiva "já teve um efeito paralisante na indústria", em particular sobre o emprego e os programas de formação", adiantou.
 
As empresas subcontratadas "já avisaram que se preparam para reduzir efetivos", afirmou, por seu lado, o chefe do conglomerado europeu EADS nos EUA, Sean O'Keefe.
 
"Receamos que a reticência do governo em fazer escolhas difíceis e cortes bem dirigidos conduzam o orçamento federal, particularmente o da Defesa, a ser cortado sem critérios", disse.
 
O Serviço do Congresso para o Orçamento já avisou que a concretização dos cortes automáticos arrisca colocar os EUA em uma nova recessão e outros estudos, encomendados pelas empresas da Defesa, estimam custos para a economia norte-americana entre 700 mil e 1,2 milhões de empregos.
 
Mas a quatro meses das eleições presidenciais, republicanos e democratas mantêm-se irredutíveis nas respetivas posições, com os primeiros a reclamarem mais cortes e os segundos a exigiram um aumento de impostos e o fim dos benefícios fiscais atribuídos aos mais ricos durante a Presidência de George W. Bush.
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