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Rajoy mantém pensões e impostos para 2013
Economia
11/09/12, 08:55
OJE/Lusa

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse hoje que não prevê tocar nas pensões ou alterar os impostos e contribuições sobre o trabalho em 2013, após ser questionado sobre se estuda medidas idênticas às anunciadas em Portugal.

 
Rajoy afirmou ontem que ainda não decidiu se vai pedir a intervenção do Banco Central Europeu, insistindo que atuará "com prudência" e só depois de conhecer as condições a esse apoio.
Entrevistado na TVE, Mariano Rajoy foi questionado sobre as novas medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira pelo primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, recordando que "Portugal anunciou um aumento das contribuições sociais de sete pontos".
 
No caso de Espanha, porém, o projeto de Orçamento de Estado (OE) para 2013 - que o governo aprova no dia 27 - não prevê reduzir as pensões, alterar o IVA ou o equivalente ao IRS (IRPF), prevendo-se mudanças em impostos sobre mais-valias e em impostos verdes e cortes em gastos correntes.
 
"Continuaremos a fazer o que podemos para reduzir a despesa corrente. Creio que no ano que vem teremos mais receitas públicas, porque não será tão mau em termos do crescimento económico", sublinhou.
 
Ainda assim Rajoy reconheceu as dificuldades que vive o sistema de pensões espanhol, o qual desde 2007 perdeu mais de 2,7 milhões de contribuintes para a Segurança Social, enquanto o número de pensionistas aumentou em 600.000 no mesmo período.
 
O presidente do Governo comprometeu-se a que Espanha cumpra a meta de défice em 2013, fixada em 4,5% do Produto Interno Bruto, situação que ainda assim implicará que o Estado "gastará mais 45.000 milhões de euros do que recebe e que terão que ser pedidos fora".
 
"Por isso temos que ajustar as despesas perante as receitas. Creio que podemos fazer um OE que vai ter como objetivo crescer e criar emprego, reduzindo o défice e criando emprego", disse.
Mariano Rajoy falava na sua primeira entrevista televisiva desde que tomou posse, em dezembro do ano passado, nos estúdios Buñuel da TVE, onde respondeu a perguntas de seis jornalistas de vários órgãos de comunicação social espanhóis. Foi uma entrevista dividida em dois blocos, um de economia e outro de política, e para a qual, segundo relataram hoje alguns dos jornalistas participantes, não foi feita qualquer exigência pela equipa de Mariano Rajoy.
 
 
 
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