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Superavit da conta corrente do Japão cai 62,6% em maio
Economia
09/07/12, 08:47
OJE/Lusa

O superavit da conta corrente do Japão caiu 62,6% em maio, face ao período homólogo de 2011, devido ao aumento do défice comercial, indicam dados oficiais hoje divulgados.
 
De acordo com o ministério das Finanças nipónico, o superavit na conta corrente situou-se nos 215,1 mil milhões de ienes (2,2 mil milhões de euros), valor abaixo das expetativas dos analistas que previam um saldo positivo na ordem dos 511 mil milhões de ienes (5,2 mil milhões de euros).
 
Este é o 15.º mês consecutivo de quebra do superavit das contas japonesas, afetadas pelo sismo seguido de tsunami de 11 de março de 2011.
 
Apesar do recuo, verificou-se pelo quarto mês consecutivo um saldo positivo na balança de pagamentos sobretudo devido ao aumento das exportações que cresceram 11,3% em termos anuais. Já as importações aumentaram 11,1% face a maio de 2011, com a balança comercial a registar um défice de 848.200 milhões de ienes (8.680 milhões de euros), segundo dados oficiais preliminares.
 
A diminuição do saldo positivo da conta corrente reflete, entre outros, a fatura do aumento das compras de hidrocarbonetos para alimentar as centrais térmicas, cujo ritmo de trabalho aumentou na sequência da paralisação de quase todas as centrais nucleares devido à crise em Fukushima.
 
O saldo da conta corrente é tido como um dos indicadores comerciais mais amplos da terceira maior economia mundial.
 
O Japão registou em janeiro último o seu primeiro défice na conta corrente em três anos, o maior até à data, muito por causa do aumento das importações e recuo das exportações agravado pela valorização do iene e pela crise global.
 
Dados oficiais indicam ainda que as encomendas de maquinaria também recuaram 14,8% em maio, relativamente ao mês anterior, totalizando 671 900 milhões de ienes (6870 milhões de euros), o que representa a primeira quebra num intervalo de dois meses.
 
O declínio do indicador, que exclui aquisições de máquinas para a construção naval e equipamentos do setor energético por serem consideradas voláteis, superou as previsões de analistas que prognosticavam um recuo entre os 2,6% e os 3%.
 
Os dados negativos de maio sucedem a um incremento de 5,8% registado em abril, refletindo as fortes quebras de setores como o da indústria petrolífera e do abastecimento de eletricidade, cujas encomendas sofrerem reduções superiores a 65% em maio.
 
As encomendas de maquinaria no Japão são consideradas um indicador da despesa de capital das empresas nipónicas nos seis meses seguintes.
 
Face a maio de 2011, os pedidos cresceram cerca de 1%, por contradição com o aumento anual de 6,6% verificado em abril.
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