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Montepio
Grécia admite recessão agravada para 2012
Internacional
03/07/12, 17:58
OJE/Lusa

A Grécia vai registar em 2012 uma recessão pior que o previsto, com um recuo de 6,7% do PIB, muito superior ao registado no orçamento de Estado, admitiu hoje o vice-ministro das Finanças.

 
"A situação da economia permanece crítica (...) e particularmente difícil", disse Christos Staikouras durante uma conferência sobre crescimento organizada em Atenas pelo semanário britânico The Economist.
 
"De acordo com um estudo do centro de planificação e de pesquisas económicas Kepe, o recuo do PIB no primeiro trimestre atingiu 6,5%, no terceiro será de 9,1% e no conjunto do ano de 6,7%, o dobro do inicialmente previsto", indicou Staikouras.
 
O Banco da Grécia tinha previsto há dois meses um recuo de 4,5% para 2012, enquanto os números inseridos no orçamento de Estado admitiam um retrocesso no crescimento de 2,8% para este ano.
 
O ministro recordou ainda que o desemprego no país atingiu 22% em março.
 
Em abril, o banco central tinha já previsto o agravamento da recessão, ao admitir uma queda do PIB "perto dos 5%", superior às estimativas oficiais (3%), e após um recuo de 11% nos dois últimos anos.
 
A Grécia entrou no seu sexto ano consecutivo de recessão, desencadeada em 2008 com a crise da banca e agravada a partir de 2010, o ano da "crise da dívida", que forçou o país a recorrer aos empréstimos dos credores internacionais (União Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional).
 
O novo governo de coligação grego, dirigido pelo conservador Antonis Samaras na sequência das legislativas antecipadas de 17 de junho, comprometeu-se em prosseguir as reformas previstas no plano de saneamento da economia exigido pelos credores internacionais, apesar de ter solicitado "alterações para favorecer o crescimento".
 
"É necessário seguir políticas orientadas para o crescimento, alterar as políticas injustas e readaptá-las para travar a recessão", sugeriu Staikouras.
 
O ministro sublinhou ainda que o plano UE-FMI deve ser completado por políticas "destinadas a favorecer o emprego".
 
"É necessário um acordo o mais brevemente possível com a Troika [os peritos da UE, BCE e FMI que iniciaram hoje mais um controlo das contas gregas] para elaborar novas políticas e viabilizar o plano de saneamento da economia", considerou ainda Staikouras.
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