Filipe Castro Soeiro: “Os alunos desenvolvem e implementam planos concretos de negócio para startups, PME e multinacionais” ![]() 07/02/12, 00:30 Filipe Castro Soeiro, coordenador do Field Lab em Entrepreneurial InnovativeVentures da Universidade Nova, explica as vantagens do curso para os jovens que chegam a um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.
O Field Lab em
Entrepreneurial Innovative Ventures centra-se no desenvolvimento de uma atitude
empreendedora que promove a autonomia, a criatividade, a liderança e o trabalho
em equipa em contexto real. Neste âmbito, os alunos desenvolvem "business
plans" para a implementação e gestão de projetos e de "startups", preparam
planos de lançamento de novos "produtos & serviços" ou de expansão para
novos segmentos e mercados, desenham planos de negócio de apoio à implementação
de processos de internacionalização, analisam e propõem novos modelos de negócio,
promovem planos de melhoria contínua e de optimização de operações, ou resolvem
problemas concretos e específicos de consultoria de negócios empresariais e
empreendedores. Os alunos têm assim oportunidade de criar o seu próprio negócio
ou de responder a um desafio colocado por uma empresa. Trata-se, portanto, de
desafios que os mercados nacional e internacional colocam atualmente e para os
quais a Nova SBE apresenta uma proposta de valor muito concreta e altamente
valorizada. Em que consiste? A metodologia estabelece
à partida um plano do projeto com um "roadmap" e um conjunto de "deadlines"
específicos. Os alunos, depois de analisarem e alinharem o âmbito, os objetivos
e as principais etapas do projeto com o professor orientador do Field Lab,
elaboram a sua própria proposta, o que induz, em todo o processo, planeamento,
monitorização, empenho e responsabilidade.
No final, para além das
conclusões do seu projeto, os alunos desenvolvem ainda um conjunto de
recomendações de natureza prática, tática ou estratégica, focadas no curto, no
médio e no longo prazo, e elaboram análise de cenários para apoiar as melhores
decisões e planos de contingência.
O resultado final é muito
profissional e prático, pois os alunos desenvolvem planos concretos de negócio
para "startups" ou para internacionalização, de lançamento de novos produtos
& serviços, ou de melhoria contínua que as empresas aplicam para apoiar as
suas estratégias e implementação. A quem se destina? O Field Lab em
Entrepreneurial Innovative Ventures destina-se a alunos do Mestrado em Gestão
inseridos no Major de Estratégia ou Inovação e Empreendedorismo, ou que tenham
interesse nas áreas anteriormente mencionadas. Qualquer aluno que queira
desenvolver o seu próprio negócio ou "startup" terá muito interesse em
inscrever-se neste Field Lab. Mas não só. Para além disso, um aluno que tenha
interesse e motivação por trabalhar numa empresa e seja capaz de analisar e de
potenciar o seu modelo de negócio, o seu plano de lançamento ou de expansão,
tem uma enorme vantagem ao frequentar este Field Lab, porque o foco, as
ferramentas e a metodologia utilizados são muito completos e práticos.
Por último, o Field Lab
corresponde ao passo de desenvolvimento do projeto final do curso de Mestrado
e, como tal, o mais importante e decisivo no processo de transição do aluno da
Nova SBE para o mercado de trabalho. Quais os pré-requisitos para aceder ao curso? Os pré-requisitos estão
associados ao facto de se tratarem de alunos finalistas do curso de Mestrados
que reúnem as condições para desenvolverem a tese final de mestrado na Nova
School of Business and Economics. Qual o impacto do Field Lab no contexto atual? No atual contexto de
crise e de grande competição, este programa é um fator de diferenciação
extraordinariamente importante. Os alunos lançam os seus projetos de "startups"
ou apoiam projetos empresariais que já existem contribuindo para a sua expansão
e excelência. Os projectos desenvolvidos atingem já cerca de uma centena, o que
constitui uma base representativa, e têm um impacto multi-setorial, tanto ao
nível nacional, como internacional.
Qual a sua duração? A duração do Field Lab é
de 6 meses e culmina com a defesa de uma tese. Que mais-valia tem o participante?
É como referi uma
experiência única e de elevado valor de diferenciação. O mercado e as empresas
percebem o enorme valor acrescentado desta oferta e, por isso, aderem a este
tipo de programa, que tem uma enorme qualidade. Alguns desses exemplos são
grandes organizações como a VW-Autoeuropa, a Unilever, a Logoplaste, a Amorim
Turismo, a Oracle, a Sonae, a Arthur D. Little, a Microsoft, o Sport Lisboa e
Benfica; PME como a Resul, a Viatecla, a Expomédica, a ISA, a Mainroad, a
Saphety, a Opensoft, a Energetus, a Jeset, o Sporting Clube de Braga, o Sport
Clube Beira Mar; ou "start
-ups" como a PME-box ou a
Plux, para citar apenas algumas referências. Por outro lado, muitos alunos
optam também por lançar os seus próprios projetos de empreendedorismo de raiz,
reflectindo assim os seus interesses, motivações e contactos. Os setores que
têm sido abrangidos pelo Field Lab são muito diversificados. Vão desde as
telecomunicações e as TIC até à consultoria, indústria automóvel e mobilidade,
FMCG, energias renováveis, agro-alimentar, saúde, restauração e turismo.
Os melhores projetos
podem ainda ser alvo de "spin offs" e de interesse por parte de "business
angels", "venture capitals" ou de incubadores e aceleradores de negócio, como o
Startup Lisboa ou o Plug&Play Tech Center de Silicon Valley. Este
posicionamento estratégico promove um programa experiencial com enfoque prático
no mercado, que gera conhecimento aplicado para os alunos e promove valor
acrescentado e diferenciador para as empresas em ambiente de grande
multiculturalidade e aceleração no contexto de redes de "clusters"
empreendedores e inovadores.
Daniel Traça, Associate Dean para os
pre-experiences studies e Presidente do
Conselho Pedagógico da Nova School of Business and Economics explica ao OJE a
importância do "Learning by doing": As experiências de
trabalho em contacto direto com as empresas são hoje uma das grandes
mais-valias de um aluno que esteja a frequentar um programa de Mestrado na Nova
School of Business and Economics.
"Learning by doing" lança
o mote deste processo de aprendizagem denominado de Field Lab. O seu foco
centra-se em problemas reais de alto impacto, onde o aluno tem a possibilidade
de pôr em prática o conhecimento adquirido até aqui.
Enquanto alguns projetos
replicam o trabalho de uma organização num ambiente controlado, outros fazem-no
em contacto direto com a empresa.
Ao trabalharem
diretamente para uma equipa de gestão de topo, estão a criar-se condições para
um impacto significativo e duradouro na organização e, claro, nos alunos.
Esta ligação tem sido cada vez mais aprofundada,
facilitando assim a transição quando se sai de uma sala de aula para um
escritório. Empresas como a ANA, Nestlé ou Millennium BCP foram algumas das que
deram este passo com os alunos de mestrado e os resultados até ao momento têm
sido muito positivos. Para a organização, é uma excelente oportunidade de
beneficiar de uma perspetiva externa, rigorosa e imparcial. Para os alunos,
oferece-se a garantia de um trabalho prático contínuo que muitas vezes não se
encontra nos estágios curriculares. Os temas podem ir desde a consultoria à
banca de investimento, abarcando cada vez mais áreas nos três mestrados
disponíveis na Nova SBE.
Esta preocupação em envolver os alunos com o mundo
empresarial é, aliás, uma constante durante o ano e meio que compõe este
programa pré-experiência. Enquanto na licenciatura nos preocupamos mais em
fornecer sólidas bases aos nossos alunos, a nível de mestrado, desenvolvemos um
conjunto de atividades destinadas a valorizar o currículo de cada aluno antes
do início da sua carreira profissional.
Através do Gabinete de Apoio Profissional são
preparados vários módulos de desenvolvimento profissional com enfoque na
exposição internacional, liderança, criatividade e responsabilidade social, bem
como a criação de uma visão de carreira. Estes módulos contam com o apoio de
várias empresas e speakers com uma sólida experiência no mercado, a que se
juntam uma complexa feira de empresas que conta com a participação de mais de
cinquenta entidades nacionais e multinacionais. ![]() ![]() |