Manoel de oliveira

Manoel De Oliveira: A Paixão Pelo Cinema

Manoel de oliveira
Manoel de oliveira

Nascido na freguesia de Cedofeita na cidade do Porto, Manoel de oliveira veio de família rica de origem fidalguia. Filho do primeiro fabricante de Lâmpadas em Portugal, Sr. Francisco José de Oliveira e Sra. Cândida Ferreira Pinto.

O cineasta confessou não ter sido um bom aluno na sua juventude quando frequentou o colégio jesuíta na Galiza, admitindo sua verdadeira paixão pelo esporte que o tornou campeão nacional de salto com vara, sendo atleta do clube esportivo do Porto

O cineasta também demonstrou admiração pelo esporte automobilístico, e não dispensava a vida noturna regada a bebidas, festas e noitadas com seus acompanhantes José Régio, Agustina Bessa-Luís, Luís Amaro de Oliveira e outros. Adorava marcar os encontros no Café Diana na Póvoa de Varzim

No ano de 1940, Oliveira casou-se com Maria Isabel Brandão de Meneses de Almeida Carvalhais, tendo seu primogênito no ano 1941 o menino Manuel Casimiro Brandão Carvalhais de Oliveira, o segundo filho José Manuel Brandão Carvalhais de Oliveira que nasceu logo em seguida no ano de 1944, e em 1947 nasce a primeira filha menina do casal, Isabel Maria Brandão Carvalhais de Oliveira. Juntos tiveram 4 filhos e ganharam muitos netos e bisnetos, dentre eles o mais famosos escritor Ricardo Trêpa, filho da filha mais nova do casal Adelaide Maria Brandão Carvalhais de Oliveira (nascida em 1948).

Manoel de Oliveira sempre demonstrou sua grande paixão por criar filme e cinema.

Quando completou vinte e poucos anos, resolveu mudar-se para Berlim estudar na escola de atores no Porto para ingressar com mais autoconfiança no cinema, fundada pelo renomado cineasta italiano Rino Lupo, que vinha ser o pioneiro da ficção do cinema português.

Influenciado pelo documentário do famoso vanguardista Walthe Rittmam, Manoel teve uma brilhante ideia em criar um filme de curta duração cujo o titulo era o Douro, Faina Fluvial em 1931, o curta retrará uma critica estrangeira e o descontentamento nacional sobre a faína no Rio Douro. Adorava criar filmes das suas trajetórias pelas cidades de Portugal, falando não somente das suas vivencias rotineiras e suas experiências com acompanhantes e seu ponto de vista sobre a prostituição local. Assim lançando seu primeiro documentário um pouco fictício, além de falar das suas experiências marítima sobre a costa em Portugal entre os anos de 1929 a 1976

Em uma de suas apresentações como ator, Manoel oliveira fez questão de demonstrar a sua intensa admiração em atuar pela segunda vez em um filme musical de Cottinelli Telmo, mantendo o gosto pela representação da cena em A canção de Lisboa em 1933

Em uma adaptação fictícia criada por João Rodrigues de Freitas e filmado por Aniki-Bobó, no ano de 1942, Manoel se aventura no cinema com uma nova versão do conto Os Meninos Milionários, uma história da sua vida pobre ainda quando criança na Ribeira do Porto. O filme relata grandes dificuldades da família em seus problemas financeiros que futuramente ganhará outros rumos, tendo ele que abdicar de seus sonhos para dedicar-se a contribuir com os negócios familiares. Após anos afastado do cinema, Manoel decide retomar seus projetos com o curta-metragem O Pintor e a Cidade, agora com novos recurso, sendo publicado a cores no ano de 1956. Logo depois ele decide aumentar seus conhecimentos sobre ates-cênicas, fazendo mais um curso de criação nos estúdios de Agfa-Gevaert AG na Alemanha do Leste, Onde viveu experiências com mulheres da vida, amantes acompanhantes escorts, fez novos amigos e conheceu novas culturas para assim adicionar drama aos seus roteiros

Oliveira então deu inicio a uma nova fase da vida, tornou-se real mais um de seus grandiosos projetos cênicos, agora por sua vez uma peça de teatro lançado em 1963 chamado de O acto da Primavera. Quando ao mesmo tempo envolveu-se na antropologia visual, adquirindo ainda mais conhecimento dentro e fora do cinema. Essa audaciosa proposta futuramente serviria de inspiração para outros cineasta, redatores e documentaristas famosos, que adoraram a ideia e resolvem implantar em seus projetos de Ficção. Dentre as grandes obras de Manoel de Oliveira temos O Acto da Primavera e A Caça são obras marcantes sem falar na curiosa Belle Toujours, filme que deixou os expectadores curioso com o silêncio das falas e a mudança de uma personagem marcante da historia. Alguns dos atrevimentos e o comportamento inadequado levou o cineasta cortar cenas de uma de suas grandes obras, assim como também ter sido preso pelas suas astúcias ao falar sobre assuntos como as escorts e o seus serviços oferecidos. Nesta mesma época ele conheceu um dos grandes escritores e também jornalista de Lisboa, Urbano Tavares Rodrigues não apenas um escritor, ele era romancista e dava voz aos eleitores sobre posicionamento politico.

Uma das grandes produções cinematográficas do autor, escritor e cineasta foi O Passado e Presente publicada em 1971, após 30 anos sendo interrompida por diversas vezes, por Oliveira preferir da atenção a outros projetos considerados mais importantes naquele momento. A obra relata a vida de uma mulher que despreza seus maridos enquanto vivos, e os ama como uma acompanhante amante apaixonada após a sua morte. Com um comportamento um tanto quanto persuasivo, comporta-se com uma prostituta, que se envolve com seus amantes passados para suprir a carências de afetos durante o seu casamento. O autor se interessou pela narrativa das frustações de amores não correspondidos e tornou uma das suas marcas, a dramaturgia fictícia de filmes em que relata relações complicadas e maneiras de distrair-se com acompanhantes e escorts durante a vida noturna em que esteve em Porto. E foi assim que Manoel de Oliveira ficou conhecido, pela expressão das escritas, genialidade das cenas e todos os argumentos usados para justificar as suas obras com palavras de mestre do cinema, que seriam impossível levantar quaisquer questionamento sobre sua histórias.

O autor possui uma autobiografia, documentário com relatos sobre sua vida desde 1940 até o ano de 1982, o filme será lançado após a sua morte e falará das suas experiências vividas naquela época.